Respost: A triste geração que tudo idealiza e nada realiza

Oi Pessoal, tudo bem?

Hoje eu li este post e foi inevitável: Me identifiquei! Não tem como olhar hoje a realidade das coisas e o que realmente se quer passar. As redes sociais, sempre me pareceram uma grande mentira. Publicamos fotos e textos maravilhosos, mas percebo que no dia a dia não funciona da mesma forma. Na rede social somos quem gostaríamos de ser, mas na vida diária não nos esforçamos para tal. As vivemos uma “mentira virtual”, e o pior é que estamos acreditando nela…

Bem, o texto é longo, mas vale a leitura. O texto não é meu, e ao final eu vou colocar o link pra consulta.

Aproveitem a leitura.

Um beijo e até a próxima!

Bye, bye!

A triste geração que tudo idealiza e nada realiza

 

Demorei sete anos (desde que saí da casa dos meus pais) para ler o saquinho do arroz que diz quanto tempo ele deve ficar na panela. Comi muito arroz duro fingindo estar “al dente”, muito arroz empapado dizendo que “foi de propósito”. Na minha panela esteve por todos esses anos a prova de que somos uma geração que compartilha sem ler, defende sem conhecer, idolatra sem porquê. Sou da geração que sabe o que fazer, mas erra por preguiça de ler o manual de instruções ou simplesmente não faz. Sabemos como tornar o mundo mais justo, o planeta mais sustentável, as mulheres mais representativas, o corpo mais saudável. Fazemos cada vez menos política na vida (e mais no Facebook), lotamos a internet de selfies em academias e esquecemos de comentar que na última festa todos os nossos amigos tomaram bala para curtir mais a noite. Ao contrário do que defendemos compartilhando o post da cerveja artesanal do momento, bebemos mais e bebemos pior.

Entendemos que as BICICLETAS podem salvar o mundo da poluição e a nossa rotina do estresse. Mas vamos de carro ao trabalho porque sua, porque chove, porque sim. Vimos todos os vídeos que mostram que os fast-foods acabam com a nossa saúde – dizem até que tem minhoca na receita de uns. E mesmo assim lotamos as filas do drive-thru porque temos preguiça de ir até a esquina comprar pão. Somos a geração que tem preguiça até de tirar a margarina da geladeira.

Preferimos escrever no computador, mesmo com a letra que lembra a velha Olivetti, porque aqui é fácil de apagar. Somos uma geração que erra sem medo porque conta com a tecla apagar, com o botão excluir. Postar é tão fácil (e apagar também) que opinamos sobre tudo sem o peso de gastar papel, borracha, tinta ou credibilidade.

Somos aqueles que acham que empreender é simples, que todo mundo pode viver do que ama fazer. Acreditamos que o sucesso é fruto das ideias, não do suor. Somos craques em planejamento Canvas e medíocres em perder uma noite de sono trabalhando para realizar.

Acreditamos piamente na co-criação, no crowdfunding e no CouchSurfing. Sabemos que existe gente bem intencionada querendo nos ajudar a crescer no mundo todo, mas ignoramos os conselhos dos nossos pais, fechamos a janela do carro na cara do mendigo e nunca oferecemos o nosso sofá que compramos pela internet para os filhos dos nossos amigos pularem.

Nos dedicamos a escrever declarações de amor públicas para amigos no seu aniversário que nem lembraríamos não fosse o aviso da rede social. Não nos ligamos mais, não nos vemos mais, não nos abraçamos mais. Não conhecemos mais a casa um do outro, o colo um do outro, temos vergonha de chorar.

Somos a geração que se mostra feliz no Instagram e soma pageviews em sites sobre as frustrações e expectativas de não saber lidar com o tempo, de não ter certeza sobre nada. Somos aqueles que escondem os aplicativos de meditação numa pasta do celular porque o chefe quer mesmo é saber de produtividade.

Sou de uma geração cheia de ideais e de ideias que vai deixar para o mundo o plano perfeito de como ele deve funcionar. Mas não vai ter feito muita coisa porque estava com fome e não sabia como fazer arroz.

(Marina Melz, revista Pazes)

http://www.criacionismo.com.br/2016/09/a-triste-geracao-que-tudo-idealiza-e.html

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Ainda dá tempo! 

Oi pessoal, tudo bem? Hoje minhas reflexões serão sobre o nosso tempo. Sim, nossas 24 horas.

É bem verdade que muitas vezes tantas horas ainda são poucas diante de tanta coisa pra fazer. Certa vez eu ouvi que temos 8 horas de trabalho, 8 horas de sono e 8 horas de lazer… Na hora eu pensei: Ok, 8 horas de trabalho está certo, 8 horas de sono… mais ou menos (na época eu não era casada e muito menos mãe), mas onde estão minhas 8 horas de lazer? Desde que eu ouvi isso, já se passaram 15 anos e até hoje não cheguei a uma conclusão sobre meu lazer (e hoje, menos ainda sobre minhas horas de sono).

O caso é que não temos tempo pra mais nada, parece que trabalhamos o tempo todo, estamos cansados o tempo todo… Não dormimos bem (sendo pais ou não), comemos besteiras a maior parte do tempo (às vezes não comemos por fome,  mas buscando algo que nos dê prazer rápido).

Comecei a ver o que anda roubando o meu tempo (e de outras pessoas), minha saúde e meu dinheiro. 

Bem, eu não fumo, então não gasto dinheiro com cigarro, mas todos os dias eu comia doces e bolo. Não preciso dizer que além de engordar, joguei dinheiro fora. Dormir, bem… vamos pular essa parte. Hoje eu trabalho fora e de fato são 8 horas de trabalho. 

O caso é que das 8 horas de lazer, pelo menos 3 são gastas no deslocamento casa/trabalho/casa. O que me sobram 5. Dessas 5, 1 hora e meia fica entre acordar,  fazer café e sair… me sobraram 3 h e meia… Dessas eu tenho que ver as coisas da casa,  comida, filhos… claro que não dá tempo!  Então tiro das minhas horas de sono um pouco de tempo pra suprir o resto. 

E nessas poucas horas que sobram, nem sei quantas são gastas na Internet. 

As redes sociais e o whatsapp têm roubado muito o meu e o seu tempo. Percebo que quando estou em uma festa, em uma reunião com os amigos ou qualquer outro local de confraternização, as pessoas mal conversam, passam a maior parte do tempo nos seus retângulos iluminados, postando fotos e curtindo status.

Numa certa reunião, notei que sequer os pais davam atenção à seu filho de 2 anos porque estavam o tempo todo olhando o Facebook e postando fotos, enquanto o melhor estava acontecendo ali mesmo, no mundo real…

Eu tenho que me policiar todos os dias, porque do contrário, meu patrão estaria me pagando pra conversar com meus amigos no zap, e isso não tá certo! 

Meu desafio pra você hoje é: Largue seu telefone e interaja com as pessoas que estão perto de você. Converse, observe, veja a cor do sol no momento do ocaso, faça novos amigos, ria das peripécias de seus filhos.

Vou continuar falando sobre o tempo perdido com outras coisas no próximo post. Acho que esse assunto é muito importante, mas por hoje é só…

Apenas façam isso por hoje: Deixem seus telefones de lado e apenas observem.

Beijos e até a próxima,

Bye, bye!