O solitário trabalho de ser mãe.

Oi pessoal, tudo bem?

O post de hoje é dedicado às mamães e aos nossos sentimentos puros e confusos.

Eu como mãe, de dois meninos lindos e perfeitos, sempre estou às voltas me perguntando como posso ser um ser humano melhor. E faço isso porque sei que meus filhos são como esponjas e absorvem tudo à sua volta. Sei que eu sou a principal influência na vida deles e a principal formadora do caráter deles (que se desenvolve até os 7 anos – dizem os especialistas).

Quando penso nessa IMENSA responsabilidade eu me vejo tendo que me tornar melhor a cada dia. Não que eu seja uma pessoa ruim, mas com certeza quero que eles sejam muito melhores do que eu. Pensando nessa responsabilidade incrível, eu fiquei me perguntando qual seria o papel do pai nisso tudo… Não sei se estou errada, mas acho que nenhum… O Pai não tem qualquer responsabilidade no meu papel de mãe. Isso mesmo… Ninguém será mãe por mim. Não há nada que possa ser feito de modo que todas essas influências não sejam possíveis ou alteradas… Acho que cada um tem seu papel, de modo que mãe alguma substitui o pai e vice versa. Veja que não estou falando de cuidados e nem sustento, estou falando de influência.

Há poucos dias ví uma mãe falando sobre as dificuldades que ela tem pra cuidar do seu filho sozinha, da sua casa, da sua vida… Mas o ponto principal daquela mãe era de como ela se achava uma péssima mãe. Aí eu fiquei pensando no que eu seria diferente? Cheguei a conclusão que no sentido de ser mãe e desse sentimento, eu não sou diferente em nada.

Aquela mãe tem apenas um filho que ainda é praticamente um bebê. Eu já tenho dois filhos. Não deveria me achar tão ruim assim… mas me acho! conversando com minhas amigas percebi que elas também se acham péssimas mães… No final todas nós queremos fazer o que há de melhor e como somos muito exigentes, não conseguimos e nos sentimos péssimas por isso.

Percebi que não importa o quão presente são (ou não) os pais dos nossos filhos, nós, mães, sempre vamos pensar que estamos errando, que não fomos cuidadosas o suficiente ( e é por isso que ele caiu, ou ficou resfriado, ou tropeçou na rua…). Sempre vamos pensar que comemos alguma coisa na gravidez e é por isso que eles não gostam de tomate ou banana… Somos irracionalmente responsáveis por tudo… é tudo culpa nossa!!!! Meu Deus, quem pode viver com tanta culpa? Nós, mães, é claro!

Então eu chego à conclusão que, não importa se é casada ou solteira, sozinha ou acompanhada, aprender a ser mãe, sob qualquer circunstância e um trabalho solitário, árduo e extremamente gratificante!

Quantas vezes em meio a todas as minhas culpas, meu filho chegou e disse: Eu te amo mãe, você é a melhor mãe do mundo!

Se fazemos o melhor que podemos, o melhor é feito. Somos humanas e falhamos, vamos errar e acertar, não vamos deixar nosso perfeccionismo e exigência pessoal atrapalhar a nossa aventura de descoberta e aprendizado no universo materno. Claro que sempre podemos melhorar como pessoas e ensinar nossos filhos a serem as pessoas excelentes que queremos que eles sejam. Queremos ensiná-los a serem HUMANOS e nessa HUMANIDADE construir a SOCIEDADE que sonhamos para eles.

Vamos fazer nossa parte com excelência, sendo o principal exemplo vivo do que ensinamos, e mais, não vamos deixar tanto essa culpa pela nossa impotência nos abater. Já temos hormônios demais pra deixar que isso nos aborreça.

Então, aí vai meu conselho: Quando achar que errou, peça perdão. Se eles forem pequenos demais para entender, peça assim mesmo. E depois perdoe-se. Afinal, por mais que queiramos, AINDA não somos as mães perfeitas, mas com certeza, SOMOS AS MELHORES MÃES DO MUNDO!

Um beijo e até a próxima.

Bye, bye!

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Reunião de pais (mães) na escola – Só observo.

Oi Pessoal, tudo bem?

Por esses dias eu fui a uma reunião da escola do Pedro (7). Dentre todos aqueles informativos comuns sobre uniforme e horário, uma coisa me intrigou bastante e vou contar o que foi.

Em um dado momento, a professora abriu para os pais, no caso, as mães falarem. A maior reclamação delas é que os filhos tinham dever de casa demais. Vou explicar melhor: Elas reclamaram que os filhos, quando chegavam em casa, tinham muito trabalho de casa pra fazer. Elas diziam que eles eram muito crianças para tanta tarefa e que isso exigia demais deles! Eu fiquei chocada. Essa era uma posição unânime.

Mas ao longo das reclamações, os verdeiros motivos apareceram. Na verdade, elas, as mães, diziam que não tinham tempo para acompanhar os filhos nas suas tarefas e que muitas vezes nem sabiam a resposta das questões. Estamos falando de matérias de alunos de 2ª série. Se você se formou nos anos 90, era a nossa 1ª série. Mas o caso não é esse. A questão é que as mães não querem gastar o tempo delas com seus filhos. Elas diziam que chegavam cansadas e ainda tinham que ver o dever deles.

Fiquei com dó da professora. Mas naquele momento eu fiquei observando o comportamento de cada uma. Exceto uma ou outra mãe, me parecia que a maioria tinha uma escolha equivocada na mente. Elas escolheram dar a luz, mas não escolheram ser mães.

Não digo isso pela quantidade de tarefa (e que nem é tanto assim), mas pela indignação delas em ter que ficar com seus filhos de 6/7 anos ensinando o dever de casa.

Quando nos tornamos mães, reorganizamos a nossa lista de prioridades. Durante um tempo, eles vem em primeiro lugar, não tem jeito. Isso nos sacrifica ainda mais, porque normalmente temos dupla ou até tripla jornada.

Que me perdoem as feministas, mas esse movimento nos colocou um fardo pesado demais. Um fardo que não era nosso. As mulheres brigaram para dividir o fardo do sustento da vida com os homens, mas em momento algum eles quiseram dividir o fardo de administradora do lar e colaboradora dos filhos conosco. Vejo que hoje muito está mudado, mas o fato é que ainda é cada um no seu quadrado.

Reconheço que existem homens que são melhores nas tarefas com os filhos do que as mulheres, mas me refiro a regra, e não a exceção. Estou me referindo aquelas que querem casar ou ter filhos e não querem que nada mude na vida delas. Isso é impossível. Quando eles crescerem, teremos nossa vida de volta (risos), mas por enquanto, literalmente, vivemos pra eles, porque, se não fizermos isso, quem fará? E se outra pessoa fizer, qual será o preço a ser pago? Isso é mais profundo do que parece…
Falta um pouco de coragem, eu acho, pra mulher assumir definitivamente o seu papel. Hoje é feio quando ela decide viver pra família, como se ser aquela que vai influenciar diretamente a vida de futuros cidadãos fosse pouca coisa.
Uma coisa é certa, parece piada, mas todo mundo tem uma mãe. E essa mãe, seja ela quem for, é quem vai direcionar seu filho pra ele ser quem quer que seja. Então mamães, invistam tempo em seus filhos, semeiem parceria na vida deles porque certamente você se sentirá imensamente satisfeita quando a colheita dele chegar.
Afinal, seu pequeno poderá ser ob futuro presidente! Quem sabe?
Um beijo e até a próxima.
Bye bye.
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