Ainda dá tempo! 

Oi pessoal, tudo bem? Hoje minhas reflexões serão sobre o nosso tempo. Sim, nossas 24 horas.

É bem verdade que muitas vezes tantas horas ainda são poucas diante de tanta coisa pra fazer. Certa vez eu ouvi que temos 8 horas de trabalho, 8 horas de sono e 8 horas de lazer… Na hora eu pensei: Ok, 8 horas de trabalho está certo, 8 horas de sono… mais ou menos (na época eu não era casada e muito menos mãe), mas onde estão minhas 8 horas de lazer? Desde que eu ouvi isso, já se passaram 15 anos e até hoje não cheguei a uma conclusão sobre meu lazer (e hoje, menos ainda sobre minhas horas de sono).

O caso é que não temos tempo pra mais nada, parece que trabalhamos o tempo todo, estamos cansados o tempo todo… Não dormimos bem (sendo pais ou não), comemos besteiras a maior parte do tempo (às vezes não comemos por fome,  mas buscando algo que nos dê prazer rápido).

Comecei a ver o que anda roubando o meu tempo (e de outras pessoas), minha saúde e meu dinheiro. 

Bem, eu não fumo, então não gasto dinheiro com cigarro, mas todos os dias eu comia doces e bolo. Não preciso dizer que além de engordar, joguei dinheiro fora. Dormir, bem… vamos pular essa parte. Hoje eu trabalho fora e de fato são 8 horas de trabalho. 

O caso é que das 8 horas de lazer, pelo menos 3 são gastas no deslocamento casa/trabalho/casa. O que me sobram 5. Dessas 5, 1 hora e meia fica entre acordar,  fazer café e sair… me sobraram 3 h e meia… Dessas eu tenho que ver as coisas da casa,  comida, filhos… claro que não dá tempo!  Então tiro das minhas horas de sono um pouco de tempo pra suprir o resto. 

E nessas poucas horas que sobram, nem sei quantas são gastas na Internet. 

As redes sociais e o whatsapp têm roubado muito o meu e o seu tempo. Percebo que quando estou em uma festa, em uma reunião com os amigos ou qualquer outro local de confraternização, as pessoas mal conversam, passam a maior parte do tempo nos seus retângulos iluminados, postando fotos e curtindo status.

Numa certa reunião, notei que sequer os pais davam atenção à seu filho de 2 anos porque estavam o tempo todo olhando o Facebook e postando fotos, enquanto o melhor estava acontecendo ali mesmo, no mundo real…

Eu tenho que me policiar todos os dias, porque do contrário, meu patrão estaria me pagando pra conversar com meus amigos no zap, e isso não tá certo! 

Meu desafio pra você hoje é: Largue seu telefone e interaja com as pessoas que estão perto de você. Converse, observe, veja a cor do sol no momento do ocaso, faça novos amigos, ria das peripécias de seus filhos.

Vou continuar falando sobre o tempo perdido com outras coisas no próximo post. Acho que esse assunto é muito importante, mas por hoje é só…

Apenas façam isso por hoje: Deixem seus telefones de lado e apenas observem.

Beijos e até a próxima,

Bye, bye!

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E por que eu me tornei “crente”?

Oi pessoal, tudo bem?

Há algum tempo eu estou pensando sobre esse título. Então resolvi compartilhar um pouco da minha vida com vocês.

Eu nasci numa família católica e espírita, com a diferença que os católicos não frequentavam a missa. Mesmo assim fui batizada na fé católica, na igreja da Candelária no Rio de Janeiro, fiz primeira comunhão, frequentava a missa, me confessava… fazia o que eu achava que tinha que fazer.

Um belo dia eu fui a uma igreja evangélica com minha vizinha. Eu tinha uns 10 a 11 anos quando fui pela primeira vez. E eu amei aquele lugar. Era uma igreja pequena, Igreja do Evangelho Quadrangular, não sabia direito oque acontecia, mas eu gostava daquela igreja.

Outro belo dia, fui proibida de frequentar aquele lugar que me fazia tão bem, porque ficava dentro de uma comunidade, e minha família preocupada com minha segurança, não me deixou ir mais…

Os anos passaram e eis que fui novamente a outra igreja, desta vez a Batista de Guadalupe. Minhas amigas da escola já frequentavam aquela igreja e então foi mais fácil pra mim, pois dessa vez era perto de casa, minhas amigas e vizinhas já eram de lá, então a minha absorção foi muito rápida.

Veio a adolescência e tudo o que essa fase oferece… como eu era uma árvore sem raiz profunda, morri… acabei abandonando o corpo, mas continuava frequentando os cultos nos dias de domingo. Isso porque agora a minha avó havia se convertido e era da mesma igreja que eu. Meu corpo estava na igreja, mas meu coração muito longe, vivia uma religiosidade vazia.

Quando fui para Belém do Pará, voltei a frequentar a missa, me envolver nas atividades da igreja católica, mas da mesma forma meu coração não estava ali. Aliás, pensando bem, nem eu sei onde ele estava! Voltei ao Rio de Janeiro e mais uma vez tentei congregar na Igreja da minha avó. Já havíamos mudado de bairro, eu já estava na faculdade, trabalhando e “curtindo a vida”, mas ainda ia a igreja aos domingos pra cumprir meu ritual.

Comecei a namorar meu marido e na igreja que ele frequentava (que hoje é a minha), fui participar de um encontro de jovens que veio como uma flecha no meu coração e me confrontou sobre a vida que estava levando. Afinal, eu queria agradar a quem? O problema é que não conhecia a Deus. Apenas ouvia falar… Mas naquele encontro eu sabia que tinha um Deus e que ele queria mudar minha vida, minha história e principalmente a maneira como eu me sentia.

Apesar de sempre parecer feliz e engraçada, eu era muito vazia e amargurada. Me sentia inferior e incapaz. Não sabia dizer não porque tinha a necessidade de agradar a todos os que me cercavam. Eu nem conseguia desenvolver minha personalidade, porque eu sempre era quem as pessoas esperavam que eu fosse. No fundo, nem eu mesma mais sabia quem eu era.

A vida seguiu e eu sabia que tinha que tomar uma posição. Escolhi estar na igreja, mas por “convencimento”, apenas porque eu sabia que era o certo, e não porque eu queria de coração. E fui vivendo assim, superficial. Levemente em cima do muro…

Até que um dia, lembro como se fosse hoje, eu estava deitada pra dormir, já estava casada até, e então veio sobre mim uma sensação tão estranha, um arrependimento tão grande das coisas erradas que eu havia feito que eu só chorava. Chorei copiosamente por horas. Cada erro meu doía tão forte dentro de mim e eu só sabia pedir perdão. Eu pedia perdão ao meu esposo e ele não entendia nada e dizia: Que isso, eu não tenho que te perdoar de nada. Mas eu só chorava e me arrependia. Naquele momento, eu sei, o Espirito Santo me convenceu dos meus erros e me mostrou o amor de Deus por mim.

Aquela sensação durou algum tempo, e toda as vezes que eu lembrava de um pecado, eu me arrependia de verdade. Cada ofensa que me fizeram, eu tive que perdoar. E ali, naquele instante, eu me converti. Não porque é o certo, mas porque o amor de Deus se tornou irresistível…

Lembro que nessa ocasião eu realmente perdoei minha mãe, perdoei algumas pessoas que tinham me humilhado durante a minha vida (de propósito ou não). Lembro que também realizei um grande sonho que infância, que era encontrar minha irmã que morava com outra família e pouco tempo depois eu achei o meu pai.

Coincidência ou não, comecei a encontrar a cura da minha alma e das minhas emoções depois que finalmente eu olhei pra dentro de mim e ví que, muito embora algumas das circunstâncias da minha vida até aquele momento tinham colaborado para que eu me sentisse de uma maneira ruim, a responsabilidade da mudança era minha. E pra isso, só com intervenção divina, porque sozinha eu não sabia nem por onde começar. E a maneira que Deus me instruiu a começar era perdoando, assim como eu fui perdoada…

Desde então muita coisa aconteceu. Já vivi milagres incríveis (como o afogamento do Pedro), fui curada na minha alma, que era uma coisa que eu tanto almejava (quando tive uma epifania), e até hoje estou me conhecendo e o melhor, finalmente me sinto livre. O Filho do Homem (Jesus) me libertou, e eu sou livre!

Essa sensação de liberdade, de me sentir amada, aceita, especial e cuidada… ahn… Isso ninguém pode me dar! E como resistir a isso? Como, depois disso tudo, não procurar a fazer tudo pra agradar aquele que não poupa esforços para fazer o mesmo por mim? Como não me entregar e caminhar pelo caminho que o meu herói andou? Por que não fazer tudo o que ele disse que eu deveria fazer, já que isso é pra o meu próprio bem? E por que não me converter do meu mau caminho e andar pelo bom caminho que Jesus me mostra todos os dias? Claro que esse andar nesse caminho implica em muita renúncia, principalmente às minhas vontades e verdades… Mas mesmo assim, todos os dias, eu tenho a plena convicção que estou fazendo a coisa certa. E o que não faço por amor, é por gratidão.

Um beijo e até a próxima!

Bye, bye!

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