O nobre e incompreensível ato de perdoar.

Oi pessoal, tudo bem?

Por aqui está tudo ótimo! Graças a Deus!!! Apesar de muitos acharem ao contrário, férias escolares pra mim significa descanso, de verdade! Me canso mais na rotina escolar do que fora dela.

Mas vou falar de férias em outro post, hoje vou falar sobre o perdão. Vou contar uma experiência que eu tive recentemente. Não com o ato de perdoar, mas das consequências transversas dele. Como assim? Eu explico.

Já mencionei algumas vezes que durante a minha vida eu tive que perdoar algumas pessoas que, pra mim, haviam me feito mal ou me magoado profundamente. Não quero entrar no mérito das razões daquelas pessoas, mas sim do meu sentimento em relação à elas.

Pois bem, durante muito tempo eu me senti abandonada por minha mãe – não que ela tivesse feito eu me sentir assim de propósito – mas, eu me senti e pronto. E esse tipo de sentimento era alimentado por aqueles que durante um tempo caminharam comigo. Pois bem, quando eu me “converti” de verdade (eu contei a história no post anterior a este. Não leu? vai lá que vc vai entender!) eu entendi que precisava perdoar a minha mãe, de verdade. Perdoar não é esquecer o que a pessoa te fez, mas sim lembrar e não doer mais. E graças a Deus eu consegui! E a consequência disso é que minha relação com ela foi totalmente restaurada. Não me dói absolutamente em nada aquilo que antes me fazia mal.

Aliás, de uma certa forma, compreendo que aquilo que sentia, hoje, me fez ser quem eu sou, e considero isso uma coisa boa, porque Deus tornou aquele mal em bem.

Enfim, quando foi o aniversário da minha mãe, eu lhe rendi umas palavras de agradecimento e homenagem no facebook, dizendo que eu agradecia por ela ter me deixado viver. Disse isso porque ela foi mãe solteira e quando minha família descobriu tentaram com que ela fizesse um aborto, mas não conseguiram pq naquela época, não abortavam bebês grandes (e eu já tinha 4 meses na barriga dela). Não estou julgando e nem condenando minha família, entendo que esse foi um ato de desespero, afinal, naquela época era muito vergonhoso que uma moça tivesse um filho sem pai, e ainda mais uma moça tão jovem, com 17 anos (meu pai nunca soube de nada, até o ano de 2008!). Em suma, minha mãe não quis abortar e eu nasci e passei quase a vida toda morando com minha avó.

Acontece que algumas pessoas não viram com bons olhos as palavras de agradecimento que fiz pra minha mãe. Na verdade eu fui confrontada, porque me disseram que foi horrível o que eu fiz, que as pessoas que cuidaram de mim ficariam ofendidas, que meu relacionamento com ela hoje até poderia ser bom, mas oque minha mãe tinha feito depois que eu nasci era pior do que me “matar” ainda no seu ventre…

Pensei durante muitos dias naquelas palavras que eu ouvi, pensei se realmente eu poderia ter ofendido alguém por apenas dizer a verdade. Quero deixar claro que eu NUNCA fui ingrata com aqueles que me criaram e educaram, que eu sempre rendo homenagens à eles também. Não deixo passar nenhuma oportunidade de agradecer e dizer-lhes o quanto eu os amo. Mas o caso é que eu quase me senti mal por ter dito aquelas palavras pra minha mãe… Quase…

Mas o que eu percebi foi que as pessoas não entender e não estão prontas para o perdão. Aprendi com Deus que o perdão se dá e se recebe, que é algo de graça, que não tem preço. Ora, isso significa que eu não posso pagar. O que eu quero dizer é que não importa o que eu fiz, se foi grave ou não. Não importa o tamanho do meu erro, o perdão o apaga, e apaga de um jeito que é possível começar de novo o relacionamento, de uma forma ainda melhor e mais madura do que era antes.

Veja que não estou falando de arrependimento, estou falando de perdão.

Não costumamos entender cônjuges traídos que perdoam e continuam apaixonados. Na verdade ficamos indignados e quase que torcemos para que haja uma nova “queda” pra dizer: Ué, de novo? eu sabia…

Não entendemos pais que perdoam filhos que os roubam e mentem… Queremos sempre que haja frieza no relacionamento para que “esses filhos maus aprendam”.

Não entendemos filhos que perdoam pais agressivos, violentos, malvados… Ao contrário, queremos mesmo é que os filhos de revoltem e se rebelem contra eles…

Não estou dizendo que esses comportamentos são corretos, porque se fossem, não precisariam de perdão… O que eu estou dizendo é que falamos lindamente que é preciso perdoar, mas no fundo não aceitamos quando alguém é capaz de oferecer e receber esse sentimento tão nobre.

A conclusão que eu cheguei daquela conversa é que não sou eu que estou errada por ter perdoado minha mãe, do que quer que ela tenha feito, e nem ela está errada em me dar atenção e ser hoje uma mãe como qualquer outra. Quem está errado é quem não entende o que é o perdão. Quem está errado é aquele que não esquece a ofensa e fica buscando a todo tempo um tipo de compensação para que o “perdão” tenha um preço. Isso não é perdão, mas vingança.

Pense bem, se estivermos esperando alguma atitude, comportamento ou qualquer outra coisa pra dizer que perdoou, na verdade não estamos “perdoando”, estamos agindo como um credor, como alguém que tem uma vantagem, um crédito que deve ser pago, e isso não é nobre, isso é o que qualquer instituição faz. Não há nada de humano nisso. Também não adianta querer ver sofrer aquele que nos fez mal, isso é vingança, e desde quando carrascos e algozes são pessoas boas? Não estão ela também fazendo (ou querendo que alguém faça) mal ao outro? Então há justificativa para a ofensa?

Perdoar não é fácil, ainda tenho um longo caminho pra percorrer nesse ponto, ainda tenho muito o que perdoar, muito mesmo, mas uma coisa é certa, não vou voltar atras. Me recuso a retroceder um passo no caminho que eu já percorri. Vai ser duro ouvir críticas, mas eu é que sei a dura estrada de caminhei (com a ajuda de Deus, é claro).

Eu sei que Deus me ama, e por isso me perdoou. Havia um preço, era minha própria vida. Mas Jesus veio e morreu no  meu lugar, pagou meu preço para que eu pudesse, ainda nessa vida, voltar a me relacionar com o Pai.

Relacionamento. Tudo se resume a isso. Todo o sacrifício de Jesus foi pra que eu tivesse um relacionamento com Deus. Foi duro pra Deus ver o filho dEle sofrer para que restaurasse o nosso relacionamento. Tudo é pra ser como no início. Era pra ser como no Éden, quando Deus andava com Adão e Eva no meio do jardim e todos os dias de tarde ficavam juntos. Era pra ser como no início, em que minha mãe cuidava de mim… Era pra ser como no início, onde os cônjuges se amavam e queriam construir uma vida juntos… Era pra ser como no início, onde os filhos admiravam e consideravam os pais as melhores pessoas do mundo!

Se era pra ser assim, porque não ser assim?

Que sempre comece em nós o caminho de volta ao início.

Beijos e até a próxima!

Bye bye!

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