Reunião de pais (mães) na escola – Só observo.

Oi Pessoal, tudo bem?

Por esses dias eu fui a uma reunião da escola do Pedro (7). Dentre todos aqueles informativos comuns sobre uniforme e horário, uma coisa me intrigou bastante e vou contar o que foi.

Em um dado momento, a professora abriu para os pais, no caso, as mães falarem. A maior reclamação delas é que os filhos tinham dever de casa demais. Vou explicar melhor: Elas reclamaram que os filhos, quando chegavam em casa, tinham muito trabalho de casa pra fazer. Elas diziam que eles eram muito crianças para tanta tarefa e que isso exigia demais deles! Eu fiquei chocada. Essa era uma posição unânime.

Mas ao longo das reclamações, os verdeiros motivos apareceram. Na verdade, elas, as mães, diziam que não tinham tempo para acompanhar os filhos nas suas tarefas e que muitas vezes nem sabiam a resposta das questões. Estamos falando de matérias de alunos de 2ª série. Se você se formou nos anos 90, era a nossa 1ª série. Mas o caso não é esse. A questão é que as mães não querem gastar o tempo delas com seus filhos. Elas diziam que chegavam cansadas e ainda tinham que ver o dever deles.

Fiquei com dó da professora. Mas naquele momento eu fiquei observando o comportamento de cada uma. Exceto uma ou outra mãe, me parecia que a maioria tinha uma escolha equivocada na mente. Elas escolheram dar a luz, mas não escolheram ser mães.

Não digo isso pela quantidade de tarefa (e que nem é tanto assim), mas pela indignação delas em ter que ficar com seus filhos de 6/7 anos ensinando o dever de casa.

Quando nos tornamos mães, reorganizamos a nossa lista de prioridades. Durante um tempo, eles vem em primeiro lugar, não tem jeito. Isso nos sacrifica ainda mais, porque normalmente temos dupla ou até tripla jornada.

Que me perdoem as feministas, mas esse movimento nos colocou um fardo pesado demais. Um fardo que não era nosso. As mulheres brigaram para dividir o fardo do sustento da vida com os homens, mas em momento algum eles quiseram dividir o fardo de administradora do lar e colaboradora dos filhos conosco. Vejo que hoje muito está mudado, mas o fato é que ainda é cada um no seu quadrado.

Reconheço que existem homens que são melhores nas tarefas com os filhos do que as mulheres, mas me refiro a regra, e não a exceção. Estou me referindo aquelas que querem casar ou ter filhos e não querem que nada mude na vida delas. Isso é impossível. Quando eles crescerem, teremos nossa vida de volta (risos), mas por enquanto, literalmente, vivemos pra eles, porque, se não fizermos isso, quem fará? E se outra pessoa fizer, qual será o preço a ser pago? Isso é mais profundo do que parece…
Falta um pouco de coragem, eu acho, pra mulher assumir definitivamente o seu papel. Hoje é feio quando ela decide viver pra família, como se ser aquela que vai influenciar diretamente a vida de futuros cidadãos fosse pouca coisa.
Uma coisa é certa, parece piada, mas todo mundo tem uma mãe. E essa mãe, seja ela quem for, é quem vai direcionar seu filho pra ele ser quem quer que seja. Então mamães, invistam tempo em seus filhos, semeiem parceria na vida deles porque certamente você se sentirá imensamente satisfeita quando a colheita dele chegar.
Afinal, seu pequeno poderá ser ob futuro presidente! Quem sabe?
Um beijo e até a próxima.
Bye bye.
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