Quando a exceção vira regra – Dia da Família.

Oi pessoal, tudo bem?

Por aqui anda tudo bem. Não fiz nenhum post dos dias das mães porque essa minha vida de mãe não permitiu :).

Mas hoje é o dia da família (Êêêêêê). Entretanto, esse post é mais uma forma de protesto. Sim! Bem, no domingo passado foi o dia das mães e foi maravilhoso. Me perguntaram se teve festinha na escola do Pedro, e como ele já é um rapaz, já na série dele não faz mais, me resta esperar o André entrar na escolinha para ter minhas festinhas de volta… Mas, tem escola que não realiza mais a festinha do dia das mães.

O assunto pode parecer meio fútil, de mãe dondoca, mas o que eu vou falar é algo muito sério. Não se trata de ter ou não festinha, mas dos motivos que levam a não ter a festa em determinadas escolas. O caso é que não fazem mais o dia das mães por conta dos casais homossexuais que são pais/mães das crianças que nessas escolas estudam ou possam vir a estudar. No lugar disso, querem fazer a festa da família.

Nada contra a festa da família, mas o que isso tem a ver com o dia das mães ou dos pais?

A justificativa é para que a criança não fique constrangida com o seu modelo familiar. Ou será para que seus cuidadores não fiquem constrangidos? Ou ainda, não seria mais um meio de angariar clientes para aquela instituição com a bandeira “aqui nós respeitamos sua escolha e não vamos te deixar contrariado no dia das mães/pais?”.

Como experiência pessoal, só conheci meu pai aos 27 anos de idade, ou seja, fiquei (até aquela idade) sem ninguém pra homenagear no dia dos pais. Morei durante toda minha vida de solteira apenas 5 anos com minha mãe, então posso dizer que os dias das mães pra mim era bem difícil. Aliás, ganhou um outro sentido quando eu finalmente me tornei mãe.

E uma dúvida que eu tenho, que a adoção por casais homossexuais é uma realidade nós mão podemos negar. Se eu sou contra ou a favor isso não vem ao caso. O fato é que se são parceiros do sexo masculino, como se denominam para seus filhos? Imagino que se intitulam “pais”, e se duas mulheres se intitulam “mães”. Certo? Ou será que se chamam simplesmente de família e a criança se refere à eles pelo seu nome?

Ao contrário do que muitos aqui vão pensar, não sou homofóbica. Não tenho preconceito algum. Se eu me considero uma filha de Deus, uma seguidora de Cristo JAMAIS poderei ter qualquer tipo de preconceito, uma vez que meu próprio mestre foi o maior “quebrador” de paradigmas em sua época. Jesus deu dignidade às mulheres quando ninguém o fazia. Tocava em mortos sem medo de ficar “impuro”, trabalhava no sábado… Pra quem entende um pouco da história judaico/cristã sabe que essas coisas afrontavam a lei mosaica em seu nível máximo. Não somente Jesus afrontou as leis, mas também os costumes.

Eu sou advogada e esclarecida, então por favor, não me rotule de homofóbica e nem me chame de preconceituosa, porque preconceito (ao contrário de homofobia) é crime e criminosa eu não sou. Conheço os nossos direitos e é com muita propriedade que escrevo essas palavras.

Minha indignação é porque a exceção está virando a regra, e a regra virando o errado. Me diga por favor, qual é o problema de se ensinar a uma criança que a mãe é a mulher e o pai o homem? Me diga qual é o erro em uma mulher querer se casar com um homem e gerar filhos? Porque agora os heterossexuais é que são os vilões? Por que? Quem disse que foi um par heterossexual que gerou e abandonou o filho pra adoção para que os mocinhos homossexuais o adotassem? Conheço uma lésbica que tinha um filho que foi gerado no ventre dela. O pai sequer sabia da existência dessa criança… E como ela engravidou? Diz ela que foi “curiosidade”. E nas palavras dela, foi ver como era e deu “nisso aí”…

Tenho uma amiga homossexual. O que eu acho dela? Muito bonita e inteligente. Qual o nível de convivência dela com a minha família? Bem, ela é sempre convidada pra as festas familiares que eu realizo. Como ela é com meus filhos? Uma pessoa normal e eles gostam dela. Como eu sou com ela? Abraço e beijo normalmente. Ela é uma pessoa, e do que ela gosta não é da minha conta… Ahn sim, ela sabe que eu sou evangélica e conhece meu posicionamento. Ahn sim, também tem um que é gay, um outro que é macumbeiro, um outro que é portador do vírus HIV… Não me interessa o que eles fazem, eles são pessoas, são humanos e são pessoas que eu me relaciono muito bem, são pessoas que eu amo de verdade! Por isso eu NÃO ACEITO que me chamem de homofóbica e preconceituosa. O que acontece muitas vezes é que aqueles que não se aceitam transferem para o outro a responsabilidade da aceitação, e isso em qualquer escala. Veja que estou falando da realidade brasileira. Veja que estou falando de regra, não de exceção. estou falando de mim de da minha vida e dos meus amigos. Estou falando da minha realidade.

Realmente estou muito aborrecida com essa situação. Eu só quero ter o direito de ensinar aos meus filhos que macho e fêmea geram filhotes, e que família no seu sentido lato é isso, ascendentes e descendentes. Quero ter o direito de ensinar aos meus filhos que existem pessoas diferentes e que isso não importa, se ela tem a pele diferente, se tem uma doença, se tem um sexo ou uma religião diferente dele, não importa, quero que eles aprendam (e estão aprendendo) a respeitar os seres humanos, porque eles são a coroa da criação de Deus.

Quero ensinar meus filhos a honrarem seus pais, a mãe no dia das mães e o pai no dia dos pais.

Quero ensinar meus filhos a serem obedientes aos pais e as autoridades sobre constituídas.

Quero ensinar que meus filhos tem opiniões diferentes e devem respeitar aqueles que não pensam como eles. Talvez nem eles pensem como eu, e quero ensina-los que devemos nos respeitar.

Quero ensiná-los que devemos todos nos amar, assim como nós nos amamos, porque foi isso que Jesus nos deixou como mandamento supremo: Que amemos uns aos outros e à Deus sobre todas as coisas.

Quero ter a liberdade de ensinar a bíblia para meus filhos, assim como todos os dias eu ensino sobre as leis e a constituição brasileira.

E sim, quero comemorar o dia das mães, dos pais, dos avós, da família. Quero continuar a pregar que o casamento é a melhor coisa que existe e que falido é quem faz questão de destruí-lo.

Quero que mães que educam seus filhos sem os pais tenham o direito de ser homenageada em todos os lugares onde ela passar… Igualmente aos homens que educam seus filhos sem a mãe devem ser honrado nos seus dias.

Gente, ter mãe e pai é regra, quem não tem é exceção. E exceção a gente trata como exceção.

Feliz mês da Família!

Feliz mês das Mães!

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2 pensamentos sobre “Quando a exceção vira regra – Dia da Família.

  1. Munique é a primeira vez que entro no seu blog e me deparo com essa postarem….adorei! Concordo com você. Somos a regra é isso não é o problema. Outro dia estava comendo com as minhas filhas e na caixa de um produto uma imagem, em desenho, de uma família. Logo pensei: ” Daqui a pouco essa empresa será processada por representar uma família teadicional”. E fiquei triste. Porque para mim isso sempre será o certo. Pajens pelo post. Beijos.

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    • É verdade Natasha, é muito triste esse modelo que estão nos abrigando a aceitar… temos que respeitar, mas também queremos respeito. E é exatamente isso que falta. Obrigada pelo comentário. Volte sempre que quiser. Adorei.

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